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04
nov
09

Cachorro artista pinta quadros que valem cerca de R$ 3 mil


Sam já pintou mais de 20 telas.

Dizem que se você botar 100 cachorros em uma sala com tinta e telas, em 1000 anos um deles pintará Guernica, de Picasso.

via Planeta Bizarro

04
nov
09

Queria apenas dizer que são quatro da manhã e eu tiro toda minha inspiração da televisão. Sei que rimei ão com ão, mas eu acho posso porquê daqui há (tá certo, seu Pasquale?) pouco amanhece e tem uma loira contando suas decepções amorosas na Record. A qualquer hora aparece o pastor como quem diz “A-ha! Te peguei!” e eu sou obrigado a ouvir o sermão pra não perder as reconstituições sub-Linha-Direta-style. Na Band, um homem louco me manda aceitar Jesus. No SBT, um culto emocionante. Não sei como evangélicos acordam de manhã…

04
nov
09

The Wire
The Wire

Toda vez que assisto uma boa história policial tenho vontade se sair por aí prendendo e interrogando gente. Na época do Arquivo X, eu sonhava em ser o Fox Mulder. Agora, assistindo The Wire, quero ser um narco (policial anti-drogas) em Baltimore. Sinal de que a série é mesmo boa.

Acho que esse é um elemento importante de histórias policiais – suscitar no espectador o desejo de participar do jogo, das intrigas.

04
nov
09

Numa tarde de terça…

– Alô?
– Bom dia, a senhora #### está?
– Não, quem gostaria?
– Aqui é da operadora Oi, que horas eu posso falar com ela?
– Ela tá viajando.
– Que horas eu posso falar com a mãe dela?
– Ela chega umas oito…
– E com quem eu estou falando?
– Eu prefiro não dizer.

(…)

– É falta de educação?
– Como?
– É só falta de educação mesmo?
– Eu não digo meu nome em ligações assim porque muitas vezes não sei se quem está me ligando é quem diz que é.
– Mas não faz diferença nenhuma você dizer seu nome.
– Eu ainda prefiro não dizer.

(tu-tu-tu).

Queria aproveitar este espaço pra pedir desculpas à atendente da Oi, que provavelmente não estava tendo um bom dia.

E dizer que meu nome é Davi.

03
nov
09

A turma mais porreta da tv está de volta. Nova temporada de Ó paí Ó. Eu queria ser o Jô. Todo mundo adora o cara. Usa ternos legais e não é advogado. Bob Lester é um brasileiro que foi pros estados unidos, tocou com Carmen Miranda num filme, conheceu Frank Sinatra e Bob Hope. É engraçado e, aparentemente, gay. Tem muitas fotos com a cara do Rodolfo Valentino. Várias mulheres se suicidaram após a morte de Rodolfo Valentino (ó o cara aí em cima), na década de 20. Bob Lester no sofá, os olhos marejados, canta junto com o VT (dá o play, villin). Agora vai sapatear… tem 96 anos e manda bem. Aprendeu com o Fred Astaire!

Eu devia dormir…

28
out
09

A Simplicidade por André Setaro

O professor nos dá mais uma lição de cinema, altamente recomendada por este blogueiro.

http://setarosblog.blogspot.com/

02
set
09

Salvem a Professorinha

O vídeo da professora soteropolitana Jaqueline Carvalho em sua dança da música “Todo Enfiado” já se tornou endêmico na internet. Pela dimensão do episódio, não tem resultado concreto a tentativa de impedir sua divulgação. Retira-se um vídeo, aparece outro em seguida – quiçá mais completo.

A rede de computadores insere novos caracteres na dinâmica social, pois amplia a intercessão entre o que se pode considerar público e privado. Casos como esse, no entanto, revelam um lado cruel da situação. Dizendo-se espantados com tamanha demonstração de imoralidade por parte de uma professora de alfabetização e pré-escolar, muitos se apressam em assumir o papel de arautos dos bons costumes, julgando-a sumariamente.

Em entrevista a um veículo de comunicação, Jaqueline declara, sobre a sua dança: “É apenas sensual. Na Bahia isso é cultural e normal acontecer”. O que, convenhamos, não está longe da verdade. Enquanto formadores de opinião preferem não sujar as mãos na cultura de massa, nos bairros populares o pagode baiano, o arrocha e suas danças sexualizadas crescem à margem de qualquer contextualização. Entre a parcela “melhor informada” da sociedade, é de bom tom criticar os mesmos ritmos que, retocados por arranjos de axé music, animam festas e blocos de carnaval desta mesma “elite”.

Acrescenta-se, ainda, o fato de que a tal dança aconteceu não na sala de aula, mas em casa de shows dedicada exclusivamente a espetáculos de pagode, onde manifestações de erotismo são não só toleradas como requisitadas. Todos os frequentadores estavam, portanto, cientes e desejosos do que iam encontrar. Me pergunto se geraria a mesma comoção um vídeo que exibisse o comportamento “ingênuo” de muitas crianças, que imitam as dançarinas de pagode e recitam de cor letras de músicas com duplos, terceiros e quartos sentidos – frequentemente para o deleite dos pais. Para uma discussão fértil sobre o alcance do episódio, é necessário portanto eliminar a execração moralista que vem tomando conta do debate. Com sua declaração, a professora Jaqueline deu o primeiro passo para isso.