Arquivo para maio \25\UTC 2009

25
maio
09

Estados Unidos Alasca sedia concurso mundial de barba e bigode

big beard
Willi Chevalier foi o vencedor da categoria ‘free style’ no último concurso e chega ao Alasca novamente como favorito. via BBC

1. Ganha primeiro quem traçar um sopão com colher de chá!

2. – Amor, sua barba tá arranhando…
– Onde?
– Não sei mais, tu já arrancou o epitélio todo…

3. Depoimento: “Às vezes me sinto como naquele filme, Nunca fui Beijado

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23
maio
09

Na China, ajoelhou tem que rezar

China

Homem que ameaçava pular de ponte na China é empurrado por testemunha

ponte
Ponte Haizhu

Pelo menos 12 pessoas procuraram a ponte de Hizhu desde abril para cometer suicídio

Um homem que planejava cometer suicídio pulando de uma ponte no sul da China foi empurrado por uma testemunha irritada, de acordo com a mídia local.

via BBC

1. Contrata esse cara pra SET!

2. Orientação vocacional em 30 segundos

3. Se estiver deprimido, lembre-se de NUNCA contratar um terapeuta chinês. Eles são muito, han… práticos. E o pior: ateus!

23
maio
09

Agora é sério

drummond de pedra

Quer ver o Naupai atingir mil hits num único dia e ainda levar um pouco de cultura aos internautas da pólis? Simples: promover a fusão entre os termos mais procurados pelos baianos no Google e o trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade. Me critiquem, me xinguem, me espanquem – só não me chamem de modernista.

As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo, veja
Não precisas ser amante,
youtube
e nem sempre sabes sê-lo, globo
Dia dos namorados, Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

resultado mega sena,
Amor é dado de graça,
portal do servidor,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários msn

Quer ver o poema na íntegra, sem adulterações?, clique aqui

22
maio
09

Justiça britânica conclui: Pringles são batatas (!!!)

pringles

A Justiça britânica confirmou nesta quinta-feira que as batatas Pringles são realmente batatas, contrariando o que defendia a fabricante Procter & Gamble e pondo fim a longa batalha judicial na qual a empresa tentava se livrar do IVA (Imposto sobre o Valor Agregado) que taxa este tipo de produto.
via Folha Online

1. Isso que dá ser um país podre de rico onde chove e faz frio o tempo todo… levaram anos pra descobrir o que o mundo já sabia: tem cara de batata, gosto de batata, então É batata. Encerro meu caso.

2. Como se não tivessem coisas mais importantes pra fazer, como acabar com a fome no terceiro mundo e coisas do tipo. Batata ou não, a gente aceita a Pringles de braços abertos – a batatinha mais gostosa e cara nos Bompreços da vida, que eu sempre olho com falso desdém, mas com a maior vontade de torrar os últimos dez contos da carteira naquele cilindro de calorias que não dura mais que 30 segundos quando chego em casa.

3. Algo me diz que o próximo processo será contra a Ruffles. ¨A batata da onda¨ é parecido demais com ¨A batata QUE dá onda¨ pro meu gosto. Mensagem subliminar pros lariqueiros de plantão…

21
maio
09


Orangotango artista terá pintura leiloada em zoo alemão

A arte moderna, sempre surpreendendo…

Melhor que isso só a exposição de um quadro em branco, que eu tive o desprazer de presenciar… aqui mesmo, em nossa querida Pólis…

Folha Online

21
maio
09

Brincando com fogo

Salvador:

Agentes de trânsito e transporte param as atividades

Além da superintendência, outros orgãos da prefeitura vão parar o atendimento nos próximos dias

Viva! Finalmente veremos o trânsito funcionar por essas bandas!

Link – Correio

11
maio
09

OBARA DA FLORESTA

OBARA DA FLORESTA

Obara conta que eu nasci na ribanceira, de dentro de uma pedra, que foi formando, formando até fazê eu. Ele viu tudo, e esperou o dia pra me salvar da morte certa, balançando no cipó. Naquele tempo, Obara era forte e azul como o céu. Diz ele que foi de lá que ele veio, junto com um trovão que destruiu a floresta inteira. Obara, filho do céu, voava pela mata. Eu, diz ele, era um pedacinho de limo que ele foi criando. Até que do liminho veio uma boca, que ele amarrou pra eu não comer as pedras todas. Depois da boca veio o pescoço, e do pescoço nasceram os ombros, e dos ombros vieram os braços, que deram mais trabalho ainda para Obara, e depois as pernas, os pés e os dedinhos.

Obara teve que cobrir meus pés com lama de Aramacaia, senão eu ralava eles nas pedras até o joelho, e aí tinha que crescer tudo de novo. E daí vieram as unhas, e nessa hora eu já era adulto e Obara não conseguia me amarrar, e como diz a Lei ele me largou na mata até eu aprender. Como eu não tinha olhos para ver, nem ouvido nem nada, saí me batendo em tudo, mas Obara cuidou bem de mim. E eu era tão forte e tão duro que, se caísse da ribanceira onde eu nasci, coitada da ribanceira. Depois de um tempo nasceu um olhinho bem pequeno, que via tudo pequeno e eu me achando muito grande. Eu saí comendo tudo – as árvores, os bichos, as pedras e quase como um pedacinho da ribanceira que era minha mãe.

Quando eu percebi, meu olho pequeno soltou um lágrima minúscula e cresceu um pouquinho, mas como eu era grande da lágrima nasceu um rio, que eu chamei de Rio da Minha Lágrima, e de vez em quando eu ia até lá tomar banho junto com Obara. Foi aí que eu percebi que não era tão grande assim, era só um pouquinho maior que ele. O resto todo é que continuava pequeno. Foi então que Obara me contou que as pedras que ele me deu, quando era criança, eram pedras de gigante, e que, ao contrário dele, eu nunca ia parar de crescer. Obara já estava um pouco velho, o azul virando cinza, mas ele ainda era grande e forte pra voar pelos cipós, parando de vez em quando para descansar com seu cajado. E numa noite dessas Obara veio e me deixou um pacote com as melhores pedras que tinha para comer na floresta. Eu comia as pedras e chorava em cima delas, pois sabia, era a Lei, e eu nunca mais veria Obara, que me salvou da morte, me criou e fez de mim um gigante da floresta. E agora que cresci eu sei que na verdade também sou pequeno, como o tanaiú, a folha de tanaré e o aristão. Foi então que eu percebi que, das pedras que ele me deu, um liminho começou a crescer, e eu cuidei dele, como Obara cuidou de mim, sabendo que assim como ele um dia a Lei me levaria. O meu nome? Não sei, nunca me deram. Acho que vai ser Obara também.