31
dez
09

Almodóvar é Almodóvar


(Abraços Partidos, Los Abrazos Rotos, ES, 2009)
será publicada no dia 01/01/20010, no Caderno 2, jornal A Tarde

Regularidade, elegância na forma e  perícia no trabalho com atores são marcas inconfundíveis do trabalho de Pedro Almodóvar. Assim, é natural esperar dele a mesma propriedade que encontramos em um Eastwood, Allen ou Scorsese – grandes estetas do cinema, e todos, como ele, já na melhor idade. Em seu trabalho atual, no entanto, não encontramos o mesmo vigor criativo que vemos em seus contemporâneos. Ao contrário de Eastwood, cujo cinema vem numa reta ascendente desde Menina de Ouro, para Almodóvar a maturidade se acompanhou de certa frouxidão criativa. Desde A Má Educação ganha corpo em seus filmes o elemento suspense, com cenas inteiras compostas como sofisticadas homenagens a Alfred Hitchcock – o que fica muito evidente em Volver, filme de assassinato com tempero latino. Afora isso, repete-se a história de escavação do passado que vimos em A Má Educação. As belas imagens, muito bem fotografadas, são de uma clareza e nitidez que têm muito a ver com o modo franco e cândido como o diretor encara seus personagens, evitando torná-los de todo mal ou de todo ruim.

A trama, como em A Má Educação, volta a ter como protagonista um profissional de cinema – Mateo Blanco, ex-diretor que, após ficar cego em um acidente, vive sozinho e escreve roteiros por encomenda. Difícil imaginar que, ao falar sobre um cineasta que perde sua maior ferramenta, Almodóvar não esteja falando também sobre seus próprios medos. O diretor, que também escreve seus filmes, abre com isso espaço para uma série de comentários implícitos sobre o fazer cinematográfico, e um olhar mais demorado poderia certamente seguir a teia para se chegar ao artíficie.

As atuações estão todas excelentes, com destaque para Blanca Portillo, que trabalha com contenção no papel de uma produtora cheia de segredos. Penélope Cruz não faz feio, mas talvez sua condição estelar a tenha colocado em exposição excessiva para um filme no qual ela não é, de fato, a protagonista. O posto fica com Lluís Homar, o diretor cego, que compõe seu personagem com competência. Impecável em seu artesanato, Abraços Partidos é mais um traço digno na cinematografia do diretor espanhol. Fora deste território, no entanto, carece de relevância e autenticidade. Um Almodóvar, no entanto, é sempre um Almodóvar, e merece ser visto.

ps: feliz 2010😀

28
dez
09

As Mulheres de Tarantino


Death Proof (Tarantino, EUA, 2007)

Para quem acompanha sua obra, já ficou óbvio há algum tempo que Quentin Tarantino é um diretor com obsessões bem definidas. Adolescente em conteúdo e maduro na forma, desde Pulp Fiction seus filmes giram sempre em torno da idéia central de vingança. Se fruto de sua adoração pelos filmes-B ou extensão de algum aspecto de sua personalidade não se pode precisar, mas fato é que boa parte do ímpeto criativo do diretor trabalha para nos apresentar vinganças cada vez mais impactantes e bem elaboradas. É o que podemos ver nas duas partes de Kill Bill (2003, 2004) e em Bastardos Inglórios (2009). Soma a isso uma rica teia de homenagens à cultura dos filmes B e séries de TV da década de 80 para trás, prática que já se tornou para o diretor uma segunda natureza, parte integrante de uma concepção muito particular de história e narrativa.

Se em Pulp Fiction (1994) homenageou a chamada ficção barata típica dos anos 50, em Jackie Brown (1997) foi a vez revitalizar a carreira de Pam Grier, atriz famosa por suas atuações no gênero blaxploitation – filmes da década de 70 dirigidos ao público negro norte-americano. O duplo Kill Bill rendeu homenagem a um número incontável de referências, em especial os filmes de Bruce Lee e a clássica série de TV O Besouro Verde, passando também pela animação japonesa.

Chegamos então a este À Prova de Morte (Death Proof, 2007), filme concebido em parceria com o mexicano Robert Rodriguez (de Sin City, 2005) como um double-feature. Nos Estados Unidos, Prova… foi lançado junto à Planeta Terror, em uma exibição dupla contendo falsos trailers e programação visual no estilo grindhouse – cinemas que exibiam, na década de 70, filmes com muito sexo, violência e temas bizarros. Para chegar à aparência decadente do gênero, os negativos foram danificados para criar os riscos e defeitos característicos das exibições da época. Enquanto Planeta Terror – a seção de Rodriguez – chegou ao Brasil de forma independente ainda em 2007, somente agora (talvez no embalo de Bastardos Inglórios) Prova de Morte chega aos cinemas nacionais.

No centro do mais novo trabalho velho de Tarantino, um astro do cinema de ação que ultimamente passeava por filmes mais adocicados: Kurt Russel. Seu personagem, stuntman Mike, é o que o diretor chama em entrevista de um verdadeiro baddass – um durão dublê de hollywood que aterroriza garotinhas indefesas com seu Chevy Nova 1970 “à prova de morte”, um carro especialmente reforçado para resistir a todo tipo de batida.

A atuação de Russel é digna de nota, pela precisão com que alterna momentos de intensa violência com outros em que seu personagem se comporta de forma pueril e inocente, revelando pouco a pouco uma camada de ironia antes escondida. As atrizes são um deleite à parte, voluptuosas e lascivamente enquadradas pelo diretor, que demonstra uma inegável preferência por glúteos femininos. É evidente a construção de uma expectativa erótica nos primeiros vinte minutos de filme, violentamente desconstruída no decorrer da trama. Os diálogos lembram os de Pulp Fiction, com temas casuais e deliciosamente bem escritos.

Causa um efeito interessante assistir À Prova de Morte após Bastardos Inglórios, filme que é em muitos aspectos uma evolução deste. A diferenças ficam por conta do aspecto setentista deste filme de quase duas horas, mas que parece mais curto. Efeito alcançado pelo final objetivo e sem enrolação, que lembra as séries de TV antigas com suas resoluções apressadas, que precisavam ceder espaço rapidamente aos intervalos comerciais.

Assim como em Kill Bill e Bastardos…, este é um filme de fortes personagens femininas. Não deve ser por acaso que o diretor confere tanto poder às suas mulheres. Em À Prova de Morte, vemos uma pequena revolução impulsionada pelo mais puro girl power. O resultado é um filme veloz, energético e descompromissado. Sem jogadas obscuras, Tarantino põe suas cartas na mesa e nos convoca para o jogo. A nós, espectadores, cabe apenas aceitar o convite.

25
dez
09

Atividade Paranormal

Às 16:50 de uma quarta-feira começa a sessão. Ingresso barato, sala lotada por (pré) adolescentes ansiosos, poucos e deslocados adultos e um crítico de cinema cheio de boa vontade. O filme é Atividade Paranormal, nova coqueluche do filão inaugurado por A Bruxa de Blair: filmes que, utilizando artifícios que dão às suas imagens a impressão de captura de fatos reais, conseguem produzir no público super-treinado dos cinemas um medo genuíno, que os “filmes de verdade”, com suas artimanhas psicológicas e overdose de efeitos há muito deixou de provocar.

Mal o filme se inicia e a ruidosa platéia já começa a se manifestar. As piadas são constantes e vêem de todos os lados. O propósito dos adolescentes é, claro, domar o filme, inseri-lo no contexto da presepada e com isso provar que são durões e não se assustam facilmente. Algo que não aconteceu com Steven Spielberg, que, após assistir em DVD à primeira versão, relatou ter ficado aterrorizado após uma porta de sua casa trancar-se misteriosamente. No dia seguinte, a cópia retornou aos estúdios da Dreamworks num saco de lixo, e o diretor relatou a colegas que a mesma estava “assombrada”. Passado o susto, foi fechado negócio: Atividade Paranormal seria lançado nos cinemas pela Paramount.

Aos poucos as piadas diminuem, substituídas por ondas de comoção e gritos estridentes. Ao meu lado uma mulher cobre o rosto. Na fileira de cima outras duas têm os pés em cima da cadeira, em posição fetal. Nada mal para um filme de terror com um orçamento de quinze mil dólares, filmado inteiramente na casa do diretor e contando com um elenco de dois atores. Oren Peli, um game designer israelense que nunca tinha feito um filme na vida, se baseou em seu próprio medo de fantasmas para escrever o roteiro. Pensou inicialmente em fazer um documentário, mas achou que isso apenas o deixaria ainda mais assustado. Preferiu colocar seus medos para fora em uma obra de ficção.

A estrutura formal é extremamente simples. Os episódios paranormais são poucos em comparação com outros filmes do gênero, mas bem intercalados com diversos momentos de descontração descrevendo a rotina do casal – o que serve também para reforçar o “realismo” desta “história de fita encontrada”. A entidade maligna, provavelmente um demônio, eleva aos poucos o teor de suas manifestações, aumentando também a tensão na audiência. A história bem amarrada não se presta a saltos, e a progressão dramática é mais sofisticada do que levaria a crer a imagem bamboleante.

Ao final da sessão, os comentários da platéia reforçam o palpite do crítico: estão todos verdadeiramente assustados. Ainda que a contragosto, Atividade Paranormal capturou suas atenções, vencendo bravamente as inúmeras conversas paralelas, ligações de celular e presepeira generalizada. Muitos levantam apressados de suas cadeiras, como se quisessem abandonar o cinema o mais rápido possível. “É o filme mais forte que eu já assisti”, diz uma mulher na fila da frente. O excelente trailler, disponível na internet, contem apenas as reações aterrorizadas das platéias nas sessões de teste. Nada mais adequado para um filme que, em lugar da exibição de virtuosismo técnico e das explicações pseudo-psicanalíticas que tomaram conta do gênero nos últimos anos, busca e alcança aquele que é o efeito primordial da histórias de horror: o medo – puro, simples e revigorante.

04
dez
09

2012 é Cuiuda Braba



crítica publicada 01/12/2009, jornal A Tarde

Quem paga pra ver um filme de Roland Emmerich não deve reclamar de explosões em cadeia, cenas de destruição em escala global, diálogos rasos, explicações chulas para fenômenos cataclísmicos e infinitas variações da frase “você tem que ver isso”. A superficialidade é pre-requisito para o gênero catástrofe, que ativa em nós pulsões primitivas derivadas do medo (e do desejo) do fim. E quando se fala em destruição, Emmerich, que com Independence Day (1996) trouxe o filme-de-fim-do-mundo de volta à pauta dos grandes estúdios, tem muito a oferecer. Em 2004, após ressuscitar Godzilla, produziu seu filme mais sério e bem acabado – O Dia Depois de Amanhã. É desse saco de truques que o diretor tira imagens vertiginosas, como Los Angeles inteira tragada por uma enorme cratera, a queda do cristo Redentor (comemoremos: dessa vez eles lembraram de explodir o Brasil!) e a fuga desesperada de uma limusine preta pela cidade em queda livre, numa verdadeira orgia de efeitos especiais que, se não primam pela qualidade técnica, proporcionam um efeito-montanha-russa de respeito.

Com atuações que vão do competente ao ridículo, muitas vezes ficamos na dúvida se determinada cena deve ou não convocar o riso. O humor, longe de figurar apenas como alívio pontual, injeta elementos de sátira a filmes do gênero e do próprio Roland Emmerich. John Cusack se esforça, mas 2012 não tem espaço para um ator de personalidade. Exceção feita a Woody Harrelson, que consegue se destacar com papel pequeno e engraçadíssimo – um hippie velho fanático por conspirações. Mas a verdade é que, depois de ver meia terra explodir pelos ares, isso não faz muita diferença. A audiência está entregue, e responde com entusiasmo ao programa de atrações.

Ao contrário de Impacto Profundo e do próprio O Dia Depois de Amanhã, que buscaram elementos realísticos para almejar status de seriedade, 2012 parece mais à vontade entre as obras de ficção científica dos anos 50, produções que pouco se distanciaram da estética e puerilidade típicas das produções B da época. O filme de Emmerich guarda, inclusive, grande semelhança com O Fim do Mundo (When Worlds Collide, Rudolph Maté), de 1951. Há nos dois filmes o dilema moral para decidir quem merece um tíquete para Arca de Noé reloaded. Enquanto em 1951 os iluminados dirigentes da américa elegem os sobreviventes por sorteio, em 2009 é o poder financeiro que conta para ser salvo. Como se vê, o comentário sócio-político está presente, mas nada que comprometa o real propósito do filme: proporcionar duas horas do mais descerebrado, puro e saudável entretenimento. Um bom motivo para deixar aquela camisa do Che Guevara no armário e partir pro abraço.

06
nov
09

Woody Allen encontra Seinfeld


crítica publicada no jornal A Tarde, 06 de novembro de 2009

Woody Allen, diretor de mais de 40 filmes, já se tornou parte da cultura pop. Seus personagens fizeram escola e, em 1990, com a estréia de Seinfeld – também conhecida como a série de TV mais engraçada de todos os tempos -, sua neurose urbana e comentários da vida moderna ganharam versão mais cínica e politicamente incorreta. Em 2000, Larry David, até então o obscuro criador da sitcom, criou e protagonizou uma nova série, Curb Your Enthusiasm (controle seu entusiasmo). Foram sete temporadas, indo a fundo nas neuroses que eram em Seinfeld uma parte do cardápio.

Em Whatever WorksTudo Pode Dar Certo, no título nacional -, é este mesmo Larry David que Woody recruta para interpretar, é claro, Woody Allen. Em um primeiro momento, o diretor do filme, que estreia nacionalmente hoje mas ainda não tem data para chegar a Salvador, parece repetir o procedimento de emular sua presença através de outros atores, como no fraco Igual a Tudo na Vida – quando escalou Jason Biggs, o adolescente cheio de hormônios de American Pie – e no apenas regular Melinda and Melinda, com o comediante Will Ferrel. O que faz sentido, pois o Woody Allen ator já dava sinais de cansaço em Dirigindo no Escuro e, de forma acentuada, em Scoop. O que se vê não é, no entanto, uma mera transferência de porta-voz. O roteiro, escrito nos anos 70, foi modernizado e adaptado à persona de Larry David. O ator rouba a cena e consegue nos fazer esquecer a presença do diretor. É notável a habilidade de Larry em entregar ao espectador as falas mais antipáticas e ainda manter uma empatia com a audiência, tornada cúmplice das reclamações deste homem que não descansa diante da estupidez que tomou conta de sua cidade. Evan Rachel Wood, como a ingênua caipira pela qual Boris se apaixona, é uma ótima aquisição para a galeria de mulheres de Woody Allen. Sua atuação é de uma pureza tocante, páreo somente para a sua estupidez. Uma mistura de Mira Sorvino em Poderosa Afrodite com Scarlett Johanson em Scoop.

Embora fruto de uma história requentada, necessidade imposta pela greve dos roteiristas à qual Allen aderiu em 2008, Whatever Works acrescenta informações à cinematografia do diretor. Em lugar dos finais permeados de desilusão, este filme, ao contrário do que diz Boris no monólogo inicial, se deixa levar com desenvoltura a um novelesco final feliz. Como diz o protagonista, no final a gente fica mesmo com whatever works, ou qualquer coisa que dê certo, pra citar a boa tradução de Rubens Ewald Filho.

Para conhecer melhor o diretor, pode-se começar por Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo E Tinha Medo de Perguntar (1972), com situações antológicas que resumem o espírito anárquico dos primeiros trabalhos. Após esta fase, as piadas vão se somar a situações hostis, injetando os personagens de desencanto. O humor vai quase sempre figurar como elemento para o comentário sarcástico com efeito melancólico, como se vê em Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa – 1977), ganhador do Oscar de melhor filme e considerado um dos melhores filmes de Woody. Nessa linha temos também o belíssimo Manhattan, ponto alto da parceria de Woody com o diretor de fotografia Gordon Willis (que trabalhou em O Poderoso Chefão).

Existe também um ciclo de filmes mais intimistas, influenciados pelo trabalho de Ingmar Bergman, que tratam de dramas femininos, conjugais e familiares. Interiores (1978), Hannah e Suas Irmãs (1986), Setembro (1987) e A Outra (1988) estão nesse grupo.

Nos anos 1990, o já veterano diretor produziu obras-primas que conquistaram uma nova geração de fãs, como Tiros na Broadway (1994), Poderosa Afrodite (1995) e Desconstruindo Harry (1997). Os anos 2000 começaram bem, com a deliciosa comédia Os Trapaceiros, sobre uma gangue de ladrões de meia-idade que abre uma loja de biscoitos como fachada para um roubo e acabam se ficando ricos com o negócio.

Depois disso, uma sequência de filmes irregulares maculou sua filmografia, como O Escorpião de Jade (2001), Dirigindo no Escuro (2002), Igual a Tudo na Vida (2003) e Melinda é Melinda (2004). Sequência quebrada por Match Point (2005), sucesso inquestionável. Depois de um leve tropeço em Scoop (2006), Woody fez um filme melhor que o outro. Com O Sonho de Cassandra (2007) produziu uma sombria tragédia moderna, seguido pelo sucesso de Vicky Cristina Barcelona (2008) e, agora, Tudo Pode Dar Certo. Prova de que, não importa a época, sempre vale a pena esperar coisas boas de Woody Allen.

04
nov
09

Anticristo


(Antichrist, Lars Von Trier, 2009)

Anticristo, novo filme do dinamarquês Lars Von Trier, parece à primeira vista se inserir em sua cinematografia como mais um exemplar da safra de dramas psicológicos com fundo social que caracterizaram seus filmes de maior visibilidade nos últimos dez anos: o surpreendente Dogville e sua cansativa continuação Manderlay. A impressão é reforçada pelo título de filme de terror. Ainda que tenha seus momentos, seria difícil classificá-lo neste gênero. Em lugar do medo da ameaça iminente, o casal (vivido pelos excelentes Willem Dafoe e Charlote Gainsbourg) experimenta, após a traumática perda do filho, um temor generalizado que não encontra encarnação. O trauma da perda se estende, então, por toda a natureza que os cerca em seu exílio terapêutico (o marido é terapeuta profissional) no Edem, casa de campo da família onde passaram o último verão com o filho. A preferência por mostrar o que está por baixo, revelando, sob a aparência idílica da superfície, um mundo vil e selvagem, lembra o David Lynch de Veludo Azul.

Segundo o diretor e roteirista, o filme foi parte de sua recuperação de uma depressão profunda. No decurso da história, o casal de Anticristo passa da relação distanciada e intelectual com os sentimentos e a vida, característica do processo terapêutico empreendido pelo marido, a uma intimidade orgânica e violenta com as próprias necessidades. É somente no final que compreendemos a afirmação do diretor, quando chama este de “o filme mais importante de toda a minha carreira”. É que, apesar da violência e do choque no miolo da trama, este filme não compartilha do pessimismo apocalíptico de seus outros trabalhos. Com imagens belíssimas, Anticristo, mais que conto de horror, é uma crônica de redenção. Um filme que merece ser visto.

IMDB

04
nov
09

– Vó, a vida é curta como dizem?

– Não, meu filho. É longa…, muito longa!

– Eu sabia, vó. Eu sabia…